“Já foi carência, já foi desespero, agora é só solidão. É vontade de deitar a cabeça no travesseiro e adormecer, descansar em paz. Acordar sem que meus olhos sejam provas do sofrimento, é vontade de ter a felicidade estampada no rosto mesmo que seja apenas uma lembrança antiga no coração.
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“Outro dia tentei chorar. Outro dia tentei abraçar meu travesseiro. Não acontece nada. Eu não consigo sofrer porque sofrer seria menos do que isso que sinto. Tentei falar. Convidei uma amiga pra jantar e tentei falar. Fiquei rouca, enjoada, até que a voz foi embora. Tentei aceitar o abraço da minha amiga, mas minha mão não conseguiu tocar nas costas dela. Não consigo ficar triste porque ficar triste é menos do que eu estou. Não consigo aceitar nenhum tipo de amor porque nenhum tipo de amor me parece do tamanho do buraco que eu me tornei.
“Cansei de morrer na vida das pessoas…
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“E ai a bipolaridade chega, o sorriso que estava no rosto sai, a música que estava a tocar para, a alegria some. É isso já não é estranho pra mim.
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